Um destino seguro para investimentos
Uma das características da globalização é que nenhum país comporta-se como uma ilha capaz, inatingível diante das variações de intensidade dos ventos econômicos mundiais. Maior nação do Hemisfério Sul, o Brasil, no entanto, vem despontando como um país que, graças aos bons fundamentos econômicos e financeiros que instituiu e solidificou nestas últimas décadas, construiu um lastro capaz de manter uma estabilidade confiável, mesmo em tempos de desafios.
São ativos como a constituição de um mercado consumidor interno de grande importância, fortalecido sobretudo na última década, que é capaz de absorver crescentes parcelas da produção interna brasileira. Outro trunfo é a modernização dos setores envolvidos com a produção de commodities de origem agrícola e mineral, o que tornou o País um insuperável player mundial. No plano das diretrizes de governo, as autoridades monetárias brasileiras adotaram uma postura conservadora, preservando incólumes os fundamentos econômicos, o que torna o País um dos mais confiáveis destinos mundiais para investimentos.
Um Estado de empreendedores
Santa Catarina reúne os melhores índices socioeconômicos entre os Estados brasileiros. Com um parque industrial extremamente diversificado e moderno, o Estado é um dos maiores exportadores do País. Uma das razões para a consolidação econômica e industrial é o perfil de ocupação que retoma os anos da imigração. Santa Catarina recebeu várias levas de europeus, em especial portugueses, alemães e italianos, que foram responsáveis pelo desenvolvimento de empreendimentos familiares que empregavam expertises variadas. Com o passar do tempo, tais negócios evoluíram para empresas que cresceram mantendo a tradição de empregar tecnologias inovadoras e ousadas, tanto no ambiente urbano quanto no rural.
Outra particularidade do desenvolvimento econômico em Santa Catarina é o forte empreendedorismo entre sua população economicamente ativa. Levantamentos indicam que 60% dos catarinenses que estão no mercado de trabalho estão empregados em micro e pequenas empresas. Mais da metade da renda de salários é gerada em empresas de pequeno e médio porte. Essa pulverização empresarial permite que o Estado seja menos permeável a crises setoriais. Essa peculiaridade é uma das responsáveis por situar a economia de Santa Catarina como a quarta maior entre todos os Estados brasileiros, embora seja o 11º colocado nacional em número de habitantes.
A infraestrutura do Estado está entre as melhores do País. Seus portos, rodovias, ferrovias e aeroportos estão entre os melhores do Brasil e em constante aprimoramento e expansão. A energia elétrica chega a praticamente 100% das propriedades rurais e os serviços de telefonia também atendem quase todo o território estadual. O Estado é auto-suficiente em energia elétrica, possui reservas de carvão e é abastecido pela malha nacional de gás natural.
Entre a população urbana, 94,3% tem acesso à água tratada e a rede de 215 hospitais e cerca de 3.800 unidades de saúde é suficiente para proporcionar uma ampla cobertura à população. Levantamento sobre o Índice de Desenvolvimento Humano realizado em 2003 apontou as regiões metropolitanas de Florianópolis, Joinville e Blumenau como as que alcançaram a melhor pontuação entre outras 30 metrópoles brasileiras. Nesse levantamento, o item de maior peso foi a educação que, nessas três regiões, chegou a 0,934, 0,933 e 0,939, respectivamente.
Mão-de-obra de qualidade
Joinville tem sua economia baseada na indústria, com destaque para a metalurgia e os plásticos. É o terceiro maior pólo industrial do Sul do Brasil e responsável por aproximadamente 14% do Produto Interno Bruto de Santa Catarina. O perfil industrial da cidade é caracterizado por grupos atuantes no setor metal-mecânico, químico, de plásticos, têxtil e de desenvolvimento de software. Em um raio de 130 km, há cinco portos e três aeroportos, sendo dois deles internacionais.
A cidade tem por tradição formar mão-de-obra técnica de qualidade e, em muitos casos, treinada por especialistas de empresas do porte da Tigre, Wetzel, Whirlpool, Embraco e Tupy, entre outras. É considerada a melhor formação, em todo o País, de técnicos nos setores de mecânica e metalurgia. Na cidade, está grande parte das quase 3.500 indústrias que formam o pólo eletrometal-mecânico e são responsáveis por 22% das transações internacionais do Estado. Também tem relevância na base econômica da cidade a presença de um número importante de empresas desenvolvedoras de softwares.